Desligar o complicómetro
No Expresso deste fim-de-semana vem um excelente artigo do Paulo Rosado que faz um retrato quase fotográfico da situação do empreendorismo em Portugal.
Concordo com o ponto de vista do Paulo. É tudo uma questão de contexto e de falta de tempo de existência (do empreendorismo em Portugal). Felizmente sou dos que “vou lá fora limpar a cabeça e desligar o complicómetro”. Infelizmente não o faço vezes suficientes.
Não tive tempo para copiar o texto e o site do Expresso não o tem por lá, por isso, aqui fica a imagem. Cliquem para ler em grande.
comments
2 Responses to “Desligar o complicómetro”
Leave a Reply







André,
não podia concordar mais, quer com a leitura simplista que o Paulo lê a falta de empreendorismo em Portugal, se houve coisa que vir para fora me deu, foi ganhar a certeza da imensa quantidade de potencial que existe em Portugal e lembrar que em Portugal não temos os apoios que outros países têm nunca é demais.
Por exemplo, aqui na Alemanha, muito me tenho questionado sobre como tantos ‘pequenos’ negócios sobrevivem nestes tempos, é quase como se não existissem médias empresas, há todo um eco-sistema de pequenas empresas que alimenta e fornece serviços a indivíduos e grandes empresas. É algo substancialmente diferente do tecido empresarial português, parece-me.
No entanto também me parece que os apoios (mais fiscais do que financeiros) fomentam a cultura do risco e por isso acaba provavelmente por ser mais fácil arriscar
Depois há claro o custo de vida impraticável numa cidade como Lisboa, quando comparada (nem é preciso ir para fora) com outras cidades mais pequenas em Portugal, é caso para pensar que a deslocalização pode ser uma alavanca não só para uma maior qualidade de vida, mas também para garantir o sucesso e sobrevivência de uma empresa a longo prazo.
Boas,
Só para dizer que concordo plenamente, e que entendo exactamente o que o Paulo diz, porque fui-me graduar nos EUA, mais concretamente em Cape Cod (Boston), e clarificou-me as ideias de tal forma, que o pessoal daqui diz que eu sou complicadinho! (Irónico).
Os processos são simples, mesmo o sistema fiscal é simples, desde que seja respeitado, cumprido e executado.
Quem não gostar desde, tem a oportunidade de votar noutro partido com outras medidas, e viva a Democracia.
Quando voltei para Portugal tirei o meu curso de Eng. Informatica à noite, rentabilizando o dia para iniciar a minha carreira, como o projecto da Expo98, passado por projectos na Banca para o Home Banking do Banif, acabando na TecniData, até acabar o curso nos 5 anos planeados para o efeito.
Depois abri uma empresa de Integração de Sistemas, estrategicamente sedeada numa zona geografica de numero elevado de empresas e industria, e numero reduzido de Integradores de Sistemas. Isto só para explicar que implementamos Software de Gestão PHC, e que começa logo pelo Empresário Português querer um software de “facturação”, e nem olha para o software como de GESTAO, ou seja, gostam é de complicar com folhas de excel, e nunca estão contentes com as mesmas, e por isso é que o excel é bom, porque é super flexível.
Flexivel ao ponto de eles as poderem complicar !
Gerir aqui é também tem a vertente de enviar as facturas para o contabilista, este depois entrega as DM, Balancetes e afins ao gestor, que não admite que não sabe ler, e mesmo que saiba, o dados vêm tão tarde para reagir, que a única coisa que se pode fazer é aceitar o que aconteceu, e tentar que para a próxima seja melhor.
Sem falar naqueles empresários que continuam a dizer que têm que “pagar” o IVA, e que isso é uma chatice. Não entendendo que o IVA nunca foi deles, e que só o têm que entregar a diferença o IVA das vendas para as compras.
Os tais gestores que são falados aqui no artigo, da Zara, IKEAs, e afins, têm os relatórios em tempo real, sagrados, e com os indicadores de tomada de decisão simples, e não perdem tempo a tentar entender com o é que o Excel pode fazer aparecer mais dinheiro, onde ele não existe.
Felizmente está a aparecer cá em Portugal o conceito de Business Coaching, como a ActionCoach.com, por exemplo, que têm treinadores de negócios, e podem treinar estes empresários filhos e netos da ditadura que herdaram e das politicas de gestão completamente obsoletas.
Acredito que pode ser tão simples, como entregar esses indicadores em tempo real ao próprios funcionários, e estes reagirem aos mesmos, sem que exista a latência de tempo, do gestor consultar os indicadores, e ainda ter que ir dar uma nova ordem/instrução para que o dia não continue aquele ritmo.
Dando-lhes estatisticas proprias e dos colegas, para irem medindo em tempo real, e reagindo no momento, e não no final do dia, ou na reunião no final da semana.
Bom sucesso com as vossas empresas, é só o que vos desejo, com a frase mestre que me leva a resolver todas as questões:
“Make it simple”
um abraço,
Joao Amado